A proposta comercial é, muitas vezes, o documento mais importante que o potencial cliente lê antes de decidir se vai fechar com a sua empresa. É nela que você apresenta o que vende, em quais condições e por que vale a pena escolher você, e não o concorrente.
Por isso, ela merece tanto cuidado quanto a reunião de vendas. E, quando o cliente está em outro país, entra mais um fator: a tradução. Reunimos quatro dicas para deixar a sua próxima proposta mais assertiva, em português ou em qualquer outro idioma.
1. Comece pelo que importa para o cliente
Antes de falar da sua empresa, mostre que você entendeu o problema ou a necessidade de quem vai ler a proposta. Se a primeira impressão é a que fica, abrir com o que é relevante para o cliente já coloca você um passo à frente.
Na prática, isso significa trocar um parágrafo genérico de apresentação por um resumo objetivo do cenário do cliente e de como a sua solução responde a ele.
2. Deixe o escopo claro
Para quem escreveu, a proposta quase sempre parece clara. O risco está justamente aí: será que ela também está clara para quem vai recebê-la?
Detalhe o que está incluído e o que não está, os prazos, as condições de pagamento e de entrega e a garantia. Uma boa prática é pedir para alguém de fora do processo de venda ler o documento. Essa pessoa vai identificar com facilidade os pontos que precisam de mais explicação.
3. Revise a proposta como se você fosse o cliente
Além da segunda opinião, leia a proposta pelos olhos de quem vai recebê-la e faça três perguntas:
- Ela me convence?
- Eu confiaria nessa empresa?
- Eu fecharia esse negócio?
Essa revisão só funciona se você conhecer bem o seu público. Quanto mais você souber sobre as prioridades e as objeções do cliente, mais fácil fica perceber o que está faltando.
4. Se a proposta for em outro idioma, trate a tradução como parte da venda
Em uma concorrência internacional, o cliente compara as propostas de vários fornecedores, e a qualidade do texto entra nessa comparação. Uma proposta com erros ou difícil de ler pode deixar o cliente em dúvida sobre a empresa, mesmo que a oferta seja boa.
Três pontos merecem atenção:
O tom de venda precisa chegar ao outro idioma. A proposta existe para convencer. Uma tradução literal pode até estar correta, mas soar fria ou confusa e perder a força do original.
O inglês do dia a dia não basta. Em negociações internacionais, muitas vezes nenhum dos dois lados é nativo em inglês. Escopo, garantia, condições de entrega e especificações podem ser entendidos de formas diferentes por cada empresa, e isso pode custar prazo, retrabalho e uma conversa difícil com o cliente.
Termos técnicos e números precisam de consistência. Se a proposta cita normas, especificações ou valores, cada termo deve aparecer sempre da mesma forma, e os números devem seguir o padrão do país de quem vai ler (o separador decimal, por exemplo, muda de um país para outro).
Por isso, vale contar com tradutores especializados no idioma, que conheçam esse tipo de documento e entendam o contexto do seu negócio. Se você está em dúvida entre contratar um profissional autônomo ou uma empresa, este artigo pode ajudar: Freelancer ou empresa de tradução: qual escolher para o seu documento?
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